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Preciso de um consultor financeiro?

Embora a contratação de um consultor financeiro lhe traga alguns custos, em alguns casos, ele pode ter um impacto muito positivo nos seus rendimentos. Saiba se deve recorrer a um consultor financeiro, quais as suas vantagens e quais e as qualificações que deve procurar neste tipo de profissionais, tendo em conta as suas necessidades.

Como saber se precisa de um consultor financeiro?

Se não se sente confortável a tomar decisões sobre este tema, e se não tem conhecimento da forma como o mercado financeiro funciona, então poderá mesmo ser benéfico contratar um consultor. Por outro lado, se acredita que já gere bem as suas finanças e não está a planear grandes movimentos financeiros, poderá não ser necessário. No entanto, se a gestão das suas finanças é complexa, poderá recorrer ao consultor financeiro com uma frequência mais esporádica (uma vez por ano, ou de seis em seis meses) e cumprir com o planeado no resto do tempo, sozinho.

Um dos preconceitos mais comuns é de que os consultores financeiros só ajudam pessoas muito ricas. Mas isto não é verdade, eles podem ser úteis a qualquer pessoa que considere dar um passo financeiro mais complexo, ou que envolva um montante considerável de dinheiro, como a compra de uma casa ou a preparação de uma poupança a longo prazo.

3 vantagens de ter um consultor financeiro

1. Planeamento a médio e longo prazo

Tendo em conta os seus ativos e o seu contexto de vida, o consultor financeiro vai pensar nas melhores estratégias para tirar o melhor partido dos seus rendimentos e poupar para o futuro.

2. Mais informação para dar grandes passos

Se está a pensar comprar uma casa, ou fazer um investimento com montantes mais avultados, o consultor financeiro vai poder dar-lhe toda a informação necessária para tomar as decisões mais acertadas. Assim, evitará tomar decisões reativas, com a “cabeça quente”. São também eles as pessoas mais certas para lhe propor as melhores estratégias tendo em conta o seu nível de conforto com o risco.

3. Gestão dos impostos

O consultor financeiro vai ajudá-lo também a tomar as melhores opções, tendo em conta o seu património e os impostos relacionados com o mesmo.

Devo procurar alguma qualificação específica?

Embora não seja obrigatório, há algumas certificações que podem valorizar os consultores financeiros. O certificado mais comum e reconhecido na Europa é o CEFA (Certified European Financial Analyst). Se necessita de um aconselhamento com mais foco em mercados financeiros internacionais então deverá procurar um consultor com certificado CIIA ou CFA.

In: economias.pt

O que fazer quando herda uma dívida?

As heranças nem sempre são uma boa notícia. Da mesma maneira que se pode herdar património, as dívidas também podem passar para os herdeiros legítimos. Conheça aqui algumas dicas para lidar com esta situação da melhor forma.

 1. Consulte toda a documentação

Antes de tomar decisões, consulte toda a documentação da pessoa que faleceu para perceber que dívidas tem e que património foi deixado. Para isso basta que consulte as cadernetas, escrituras, certidões e testamentos.

2. Consulte as condições dos produtos financeiros

Os produtos financeiros têm cláusulas diversas, em caso de morte. Um crédito, por exemplo, terá um encargo diferente consoante o seu tomador tenha ou não um seguro de vida. É importante perceber se existiam seguros de vida ou outros que possam assegurar o pagamento de dívidas contraídas antes da morte.

3. Contacte o Banco de Portugal

Caso ainda tenha dúvidas sobre o património que vai ter a seu cargo, contacte o Banco de Portugal. Só precisa da Habilitação de Herdeiros para o fazer.

4. Faça as contas

Depois de reunir toda a informação, a conta é simples. Se a dívida for inferior ao património herdado, basta que pague as dívidas e que fique com o valor remanescente. Se a dívida for superior ao património deixado, então pode optar por repudiar a herança ou por pagar a dívida.

5. Repudiar a herança

Para repudiar uma herança, basta fazer esta declaração através de uma escritura. Uma vez repudiada, a herança passará para os descendentes do herdeiro, e assim sucessivamente.

6. Não faça usufruto da herança antes de fazer as contas

Lembre-se que basta utilizar uma parte da herança para assumir que aceita os bens herdados.

7. Só precisa de pagar as dívidas até ao valor do património herdado

No entanto, o valor das dívidas a pagamento nunca excede o valor dos bens herdados. Se este for o seu caso, deverá provar que não existem bens suficientes para o cumprimento dos encargos e este valor será considerado fundo perdido.

Uma herança até lhe pode dar algumas dores de cabeça, mas nunca se esqueça que nunca será obrigado a pagar dívidas que não contraiu, a não ser que lhe tenham deixado o valor equivalente ou superior, em património.

In: economias.pt